quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fuck for Forest - Parte II (Ou : EU SOU CARETA)
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fuck for Forest - Parte I
Final do ano de 2008, resolvi ir pro Capão, relaxar do estresse da faculdade e da vida bombada da babilônica Salvador, como sempre faço. Cheguei lá e reinava aquela paz costumeira. O camping de Seu Dai estava maravilhosamente vazio, com algumas poucas pessoas com as quais logo fiz amizade. Um certo dia, estávamos conversando a noite na cozinha e percebemos que chegavam mais viajantes para acampar por lá. Tudo bem, o espírito caponiano pede que sejamos receptivos, e fomos. No outro dia pela manhã, estávamos tomando o café, quando surge uma mulher. Mulher essa que, tenho certeza, foi a inspiração originária para a definição da palavra ESTRANHA. Pense em uma coisa indescritível? Vou tentar (mas é tentar mesmo, pois sou incapaz de reproduzir fielmente) explicar: ela era rasta, mas não é um rasta comum, era uma coisa meio árvore, meio Amy Winehouse, com uma rosa vermelha no meio da cabeleira. Um vestido-lingerie-transparente-sem calcinha SURREAL. Uma meia calça preta toooda rasgada, estilo alguém me rasgou. Tomei um susto daqueles, mas pensei: "Lorena, não seja careta, você está na Chapada Diamantina, no Capão, o reduto da liberdade e da galera cuca fresca". Está certo, cumprimentei aquele ser estrangeiro e continuei o meu desjejum. Foi só o tempo de eu perceber que, iguais a ela, ainda tinham mais duas e mais um homem. As mulheres desfilavam sem calcinha com as pouca-vergonha a mostra, ou vergonha alguma. E o rapaz de saia e sem cueca. Começamos a conversar todos na cozinha e eles foram falando. Um era da Alemanha, outro de num sei onde e por aí vai. Conversa vai, conversa vem, acabei entendendo que eles fazem parte de uma ONG (essa é a melhor parte) que visa proteger a natureza e incentivar projetos ecológicos. Como? Aí é que está! Meus amigos, eles percorrem o mundo fazendo filmes e fotos pornográficas na natureza, para depois enviar para um site na internet. Para acessar o conteúdo do site, você tem que pagar e então, TCHARAM! O dinheiro é destinado a atividades ecológicas!!! Já pensou?! Pois é, eles pensaram! resultado: essa turma foi o assunto do Capão! E aí tenho uma história fantástica para contar que participei, mas vou deixar para amanhã escrever... Esse texto já está muito grande! Mas não percam...rsrsrs
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Ô PATO
Veja bem, olhe se eu não estou certa...acompanhe minha linha de raciocínio: você compra um pato. Mas não é um pato qualquer, é "Ô PATO". Tá, compra o pato a prestação, dividi a perder de vista e vai pagando lá suas parcelas. Enquanto isso lá vai, você e o pato, desfilando garbosos pra cima e pra baixo. Eis que um dia Ô PATO se manda! Não quer mais saber de você!!! Você fica desolado, cheio de parcelas ainda para pagar até o ano de dois mil e lá vai fumaça. Mas Ô PATO querido, não se importa com suas parcelas ou com sua revolta, ele simplesmente se vai. Aí eu te pergunto, Ô PATO era seu não era? Foi você quem comprou não foi? Dividiu em parcelas e apostou no futuro porquê? Porquê quis não é? Muito bem...então agora me responda: Porquê EU é que tenho que pagar Ô PATO???

...Ah, que nada!!!!
domingo, 20 de julho de 2008
A Volta do Malandro
Eu não diria volta, por que você na verdade nunca foi. Porque por mais que você tenha tentado negar um dia, você pertence a tudo isso. Cada parte de ti, comporta uma característica da nossa terrinha. É o malandro, do papo bom e fácil. O bom vivant (não há quem não goste..) que conserva a leveza no corpo, que desliza o sorriso na boca. A voz contundente que canta canções saídas da sua cabeça recheada de sensações falantes. Você é essencialmente baiano. Um tipo vindo daqueles tempos da alta boemia, quando o andar era mais sorrateiro e a brisa mais leve. Não adianta “sotaquear o pernambuquês”, porque a sua essência tem cheiro de Bahia. E é aqui o seu lugar. Sentado na praia da Barra, com o seu malandro chapeuzinho, pitando o careta de sempre, na companhia da velha viola. E eu, egoisticamente falando, jamais admitiria, ogro querido, uma perda dessa. Você é todo baiano, e eu me orgulho muito disso.
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PS - Eu não te amo não...masssss...!!!
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.:Para o Ogro querido
quarta-feira, 16 de julho de 2008
É pra você mesmo!!!
Inconstante. Como aquela água da cachoeira que cai lá de cima e vai passeando por entre as pedras. E a cada trecho uma nova água. É assim que te vejo. Com a diferença de que a sua "água" vai e volta... fica meio perdida sem saber que rumo tomar. Te vejo cheio de armaduras e medos, tentando forjar a verdadeira fragilidade que já lhe tomou, mesmo que não percebas... está explícito. E não ache isso feio, porque eu acho lindo! Adoro perceber isso cada dia mais. Não te assustes, é assim mesmo. E é gostoso! Vou lhe mostrar que a vida precisa ser vivida por partes, sem tropeços, sem pausas, sem regras, sem "rebobinar" nem adiantar parte algum. Aaah...deixa a sua água rolar pra ver o que acontece!!!Não há mal nenhum em viver o momento. Não nos preocupemos com o porvir... o momento é nosso e é agora. Estou só lhe aguardando.
Escrevendo compulsivamente

Hoje é dia de escrever! Se segurem!! Acordei sete da manhã, em pleno período de férias, com a cabeça fervilhando de conflitos, louca pra "parir" um texto. Aí sento aqui na frente do computador, e tenho tanta coisa pra dizer que não sei o que escrevo. Estou em um processo de mudança interna muito grande, e não consigo concatenar idéias. Mas também não estou muito preocupada com isso não, até porquê quem vem ler meus textos aqui, geralmente são pessoas que já me conhecem o suficiente para saberem a complicação que eu sou. Mas sim, eu estava aqui pensando no quanto nos ocupamos com coisas inúteis na nossa vida. A enorme importância que damos muitas vezes a fatos tão inúteis. Principalmente a porcaria da televisão... gente sinceramente, quanto mais eu vejo a televisão, mais inútil eu sinto que ela é! É incrível a maneira como se manipulam pessoas através da televisão! E eu vou te dizer viu...ô povinho "cegueta" esse povo brasileiro! Aqui não se questiona nada, é aquilo mesmo e acabou! E nos acostumamos com tudo... isso é o que mais me revolta! Cadê que alguém fala mais no caso da menina lá dos Nardoni? Cadê?! Não, é porquê hoje a pauta é outra, são os policiais atirando em todo mundo. Não dou duas semanas para esquecerem desse assunto também e partirem para um novo capítulo sangrento da nossa história. Experimente passar um mês sem ver televisão... quando tornar a ligar, pode ter certeza que o assunto será o mesmo: sangue. Ah! Tem outro assunto também: corrupção. Gente, pelo amor de Deus!!! Tudo bem, precisa-se falar muito dessas coisas, mas temos tanto mais para mostrar! O país não é só miséria...tem tanta coisa boa, tanta gente boa, fazendo o bem. Porquê não mostrar o outro lado??? É só miséria! E inútil, o que é pior! Porquê se fala tanto, e nada se faz!!! Qual é a intenção disso? Vamos procurar o que há de bom também, valorizar um pouco mais a nossa gente, a nossa cultura, o que temos de bom. Ficar nesse mata-mata, sem ao menos resolver coisa alguma, não vai adiantar nada! É por isso que prefiro minha televisão desligada e me afogo nos livros, ao menos neles eu é que escolho sobre o que quero ler. Aí vem esse povo que ouve as coisas na televisão e acha que já sabe demais, e quer debater com conceitos televisivos : "não, porquê a maconha torna as pessoas agressivas... não viu lá o rapaz agressivo da matéria do fantástico???". Ah não, por favor me poupem! Precisamos formar os nossos próprios conceitos, aprender a desmistificar as coisas. Experenciar para depois conceituar. Para mim não importa o que a televisão diz, o que os cientistas dizem, o que os intelectuais afirmam... eu busco por mim mesma. Meus conceitos são e serão sempre, todos vividos por mim e, por isso mesmo, todos extremamente mutáveis o tempo inteiro.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Vai Seu Dai!!!!
Após muito refletir, cheguei a conclusão de que o medo é o grande vilão da vida humana. Pare e se dê conta de quantas coisas deixou de fazer, quantas pessoas deixou de conhecer por pura covardia. A gente se reprime por medo. Medo esse que vem sendo cultivado, acariciado pelas dificuldades que passamos durante a nossa história. A gente se fode na vida (perdão o termo) e aí fica com medo. Há quem diga que é receio, mas na verdade é puro xixi nas calças mesmo. Se nos decepcionamos em um relacionamento, temos medo de nos envolver novamente. Se arrumamos um bom emprego, temos medo de perdê-lo. Se temos uma vida "marromenos", temos medo de mudar. E aí vamos nos acomodando...deglutindo tudo que vai chegando aos nossos olhos, ouvidos e boca. Sem questionar absolutamente. Engolimos a política, a miséria, a cidade e os sentimentos. Eu agora estou em uma de questionar tudo. E ao invés de "porquê", me pergunto, porquê não? Porquê não mudar, não sentir intensamente, não olhar por dentro, não comer com os olhos...não viver pegando em tudo, tocando tudo. Desatar o nó cego que o medo constrói dentro da gente. Quanto perdemos com essa covardia. Experimente o mundo. Deixe o sol lhe surpreender, as pessoas lhe surpreenderem. Brinque com a vida, afinal de contas, já se disse muito no camping do glorioso seu dai: É TCHUDO NOSSO!
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