segunda-feira, 24 de março de 2008

"Refazendo tudo, refazenda..."

Igual a fênix, aquela velha história do ressurgir das cinzas. Quando tudo desmorona e você é obrigado a aguentar, posto que não há realmente outra saída. Aí, passado o vendaval, lá vai você, juntar os pedacinhos de si mesmo. Aí aparece um amigo com uma superbonder braba, a mamãe com um travesseiro aconchegante, a irmã fazendo a segurança e mais uma porção de verdadeiras pessoas. Gente de verdade, que gosta de gente, que ama. E que lhe faz enxergar, que a dor existe, mas que o alívio também. Estou voltando. Ainda meio acinzentada, com a vista turva do negativismo exagerado, própria daqueles que sofrem grandes decepções. Mas não me entrego, volto e estou chegando e, acredite, entupida de amor pra dar. A vida vale muito a pena.


"Eu sou mais forte que eu."
C.L

sexta-feira, 7 de março de 2008

Psicologando


Ah! Finalmente me encontrei! Após cursar três semestres do curso de turismo e trancar; após cursar três semestres do curso de direito para agradar a meu pai e para ganhar um carro, e trancar, finalmente encontrei a minha profissão: Psicóloga! Nunca amei tanto estudar, nunca me dediquei tanto e nunca tive tanto afinco em assistir as aulas como agora. E isso porquê ainda estou no segundo semestre (será que no terceiro eu vou trancar??? Acho que não.Rs), com matérias superficiais ainda, aquela coisa introdutória, bem básica mesmo. Mais sei que é isso que quero. Sinto mesmo que meu caminho é esse, e quando paro pra pensar no tempo perdido, fico sem saber como não enxerguei antes a psicóloga que sempre morou em mim!!! Sempre fui a conselheira das amigas, a confiada dos desconfiados, o equilíbrio emocional da minha casa. Não que eu seja o berço da paciência e da boa conduta, ai ai, passo bem longe disso, mas é que nas horas mais precisas, sempre soube como agir, o que dizer, ou quando calar. Mas um dos meus professores, em uma aula sobre Freud, levantou uma questão interessante que me fez perder algum tempo pensando: porquê Psicologia? Porquê a escolha desse curso? Qual é o real motivo....será que existe um motivo inconsciente para isso? Pois bem, fiquei pensando e fui construindo o meu raciocínio... Escolhi psicologia porquê gosto e me identifico muito. E gosto de ajudar as pessoas, de ouvir. Acho também que sou boa de interpretação, de entrelinhas humanas. Também porquê quero me conhecer bastante. E porquê preciso de uma base pra sustentar as minhas "degladiações" íntimas. Mas também, porque preciso entender melhor a minha família, que, meu Deus, só quem conhece sabe como é! Na verdade acho que faço psicologia na esperança de um dia conseguir entender minha mãe, particularmente. É isso. Faço psicologia pra minha mãe. Porquê só sendo muito paciente, muito boa ouvinte, analisando-a e identificando alguma psicopatologia nela é que vou conseguir justificar algumas das suas atitudes. Valeu hein mãe! Musa inspiradora!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

In c o n s t i t u c i o na l í s s i m a m e n te.

Eu acho tão lindo quem escreve de forma "chique"! Não, não é ironia não, eu acho bonito mesmo. Aqueles textos luxuosos, cheios de palavras difíceis e idéias subjetivas que quando chega a conclusão deixa a gente bestificado com a inteligência de quem escreveu. Morro de inveja de quem escreve assim; vocabulário rebuscado, rico, aquelas palavras todas lá que eu tenho que buscar no dicionário para compreender o texto. Deve ser por isso que não gosto da maioria das coisas que escrevo. Apesar de escrever porque gosto. Escrevo as minhas palavras como falo diariamente, aí quando leio um texto desses pomposos (olha aí uma palavra diferente, estão vendo? Um dia eu chego lá!) , paro e penso: "você hein? Lixo humano! Aprende minha filha, é assim que se escreve!" . Mas eu não desisto não... Vou continuar escrevendo um monte de coisas, quem sabe um dia eu chego a uma melhor ELOCUBRAÇÃO das idéias, a uma AFINAÇÃO DA INTERIORIDADE (grande ministro da cultura!), a um verdadeiro vocábulo da REBIMBOCA DA PARAFUSETA. Enquanto não alcanço esse ápice da escrita, vou continuando aqui com minhas mixuruquices. E obrigada, tchau.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Utopia

O gosto não provado
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O sonho não sonhado
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A vida não vivida...
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minha eterna ferida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Carochinha


Era uma vez uma moça da cidade que cansada de toda aquela alienação, resolveu se refugiar uns dias entre as montanhas. Chegando lá, se encantou com tudo o que foi capaz de ver e sentir. Abraçou o frio, se lançou nas trilhas e foi ficando. O jeito simples de viver encantou a moça. O fogão a lenha, a fogueira do lado de fora, a luz da vela...tudo aquilo lhe era humildemente fantástico. Ao se deparar com o rio, a moça sentiu o mais intenso prazer! A água fria e forte lhe adormecia o corpo e ela se sentia parte daquilo tudo. A água caia da barragem em suas costas lhe trazendo uma enorme sensação de bem estar. Então ela se deitou na pedra para secar o seu corpo com o calor daquele sol gostoso e se sentiu tão bem que adormeceu; com o corpo ao sol e a mão na água.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Coisa de Mulher

"Quem foi que disse
Que homem nao gosta de flor?
Que nao acha o por do sol lindo?
Qual homem nunca dormiu chorando?
Qual deles nunca acordou sorrindo?

Quem te falou que pra ser homem de verdade
nao pode sentir medo
nem tremer a ponta dos dedos
Nem sentir saudade?

Confesso que a gente não nasceu com a manha
Que nem mulher quando se assanha
pedindo um pouco de carinho
Chega faceira, devagarinho
Faz um chamego, bebe uma taça de vinho

Não muito diferente do cabra valente, infezado
Basta pôr o amor do seu lado
logo recebe um cheiro no pé do pescoço
Vai ver ficar manso o cabra que era um grosso

Tem que acabar com esse negócio
de tanto casamento, tanto divórcio
que fulano é, ou fulana não é,
que isso é coisa de homem,
que aquilo é coisa de mulher

Quero encher o peito e soltar o grito
E entrar na igreja todo bonito
Ir até o padre e dizer Amém..
Se isso é coisa de mulher,
eu quero ser mulher também"


Diante da falta de inspiração que me assola, ousei roubar esse cordel que é muito lindo por sinal. Escrito por Pietro Leal, vocalista da banda Pirigulino Babilake, que escreve muiiiito e faz um SENHOR show! Pirigulino Babilake... Êla minha porra! www.pirigulinobabilake.com.br

domingo, 16 de dezembro de 2007

Realidade Virtual

O mundo faz de nós monstros. Deturpa nossa conduta, sentimentos e expectativas. De repente as pessoas também são monstros egoístas. Uma não se interessa pela outra. Pouco importa o que você sente, o importante é que eu fique bem. Sempre. Eu tento ser diferente disso, tentei. Mas me esbarrei num monstrinho que me mostrou que eu tenho mesmo é que ser igual. Parar de pensar nos outros, em fazer os outros bem e pensar em mim. Enxergar todos como objetos descartáveis, você serve : fica. Você não serve : vai. Simples assim. Parar de ter essa visão apaixonada de tudo, de acreditar que ainda existem pessoas que valem a pena, porquê infelizmente, a realidade é outra. As pessoas não sabem mais amar, não tem nem noção do que é o amor. Desconhecem sentimentos de fraternidade, respeito. Valoram as coisas que não tem o menor valor, e desvalorizam as mais importantes. Mas eu não vou me render, eu vou lutar pra continuar sendo o que sempre fui. Um pouco menos de paixão, mas vou ser eu. O mundo não vai me caricaturar.