Aí eu fumo pra caralho. Bebo pra caralho. Choro pra caralho. Mas falo muito pouco. Quase nada. O silêncio desesperado dos conformados.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Arroto.
Antes de começar, quero dizer que esse texto tem o único objetivo de expurgar. De tentar tornar mais leve a minha alma que, agora, encontra-se completamente densa, pesada. Escrevo agora só para mim e por mim. Porque eu estou sangrando. Por mais que eu não queira, por mais que não seja novo, sim, eu estou sangrando e dói. Não vou usar metáfora, não vou falar bonito. Quero ser Isadora-faca-no-peito: enfiar o dedo na ferida. Estou cansada de falsos bem-quereres. Eu não preciso disso. Dessa falsidade. Desse sentimento pirata. Nunca pedi a amizade nem o amor de ninguém. Graças à Deus, tudo que tenho foi fruto de conquista. Amor acaba. Amizade acaba. Eu aceito isso. Muito mais do que o fingimento, do que gente que quer sustentar o insustentável "você é importante pra mim". Ah para! Pra quê querer bancar esse discurso, vazio de sentido? Não me refiro à ninguém em especial, mas a alguéns que, para mim sim, são especiais. E estão deixando de ser. E é por isso que eu sangro. Gosto de somar pessoas especiais, e não de diminuí-las.Vai ver que, de repente, eu que tornei champagne, pessoas água com gás. Agora eu que aprenda a arrotá-las.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Eu quero um Rivotril.
Enquanto a insônia devora as horas da minha madrugada, minha cabeça não perdoa. Povoada de incertezas, angústias, conflitos, que só alimentam o dissabor da falta de sono, a danada da mente fica em eboliçao, me provocando, me castigando. Me enlouquecendo, eu diria. A gente sempre tem questões à pensar, as quais não queremos pensar, porque nos empurra a tomar decisões à respeito. Decisões essas que na maioria das vezes estamos protelando há um bom e gostoso tempo, na esperança de que um dia a vida venha e PLIM! Resolva por si só. Decidir é difícil. Mas na hora da insônia, no silêncio da casa quase inabitada (milagrosamente), são elas, justo estas questões, que nos atordoam, dando pontadas agudas na nossa cabeça. Sempre fui ruim para tomar decisões, tenho medo de fazer a coisa errada, de estar me precipitando. Por isso demoro muito até chegar à martelada final. Para tanto, penso, penso, penso, analiso, peso, penso de novo e de novo. Isso pode levar um bom tempo, mas me dá a tranquilidade de decidir com fortes argumentos, com um pouco mais de segurança. Quando digo o que decidi, certamente já se passaram muitos carnavais pela minha massa cinzenta. Mas agora, nesse momento, eu só queria dormir!
Eu quero um Rivotril...
... Mas pode ser um cigarro.
quarta-feira, 14 de março de 2012
To change.
Ando sem inspiração pra escrever, e não me forço se não tenho vontade. Quando escrevo, os dedos funcionam como a língua da alma, portanto só escrevo quando ela quer falar. Mas, por ter mudado o endereço do blog e algumas coisitas nele (mas uma das inúmeras mudanças que venho fazendo na minha vida) resolvi postar alguma coisa. Esse vídeo do Deleuze é uma das coisas que mais gosto de ver. De uma simplicidade e grandeza sem igual. Vale a pena ver esse e os outros do "abecedário do Deleuze", disponível no youtube. Divirtam-se!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Quero a vida sempre assim.
Vão fazer 8 meses que estou morando no Rio. E todo santo dia, quando eu acordo, eu penso: "Caralho, eu moro no Rio de Janeiro!". Me emociono todos os dias. Pode parecer piegas, falso, mas é a mais pura verdade. Desconfio que não há nesse mundo, lugar mais bonito do que o Rio. Não que eu não ame minha cidade e não ache ela lindíssima...mas o Rio cara...o Rio é o Rio. Acordo e vou na varanda de casa, dou de cara com um morro enorme, cheio de mata. Desço e vou caminhar na orla.... aquela poesia que é a orla de Copacabana. Parece ter cheiro diferente, cor diferente. Algo enebriante, que deixa a gente meio bobo, meio apaixonado. Vou trabalhar e passo pelo Theatro Municipal, Biblioteca Nacional e aqueles prédios e casarões históricos arrepiam até o meu último fio de cabelo. Abro a janela do trabalho, e ele está lááá longe, no alto, com os seus braços abertos, abençoando toda a cidade e os que habitam nela. Suspiro...O Rio é mar, mas também é cachoeira. Lindas, no meio da floresta urbana. Um busu e meia hora de caminhada na mata, encontra-se águas doces para se refrescar.Lá, intocadas, parecem indiferentes ao caos urbano que as rodeiam. E alí, também nos tornamos indiferentes. Mas se é caos o que se busca, é só correr pra Lapa, que, realmente, dispensa comentários (ou, pelo menos eu, prefiro não comentar)... Não tenho como não amar o Rio de Janeiro. Que me oferece tudo isso e ainda pôs na minha vida Laura, Samuel, Lua, Jô Bilac, Wagner, Sandro, Matheus, Osmar, Rodrigo, Roberta, Reinaldo, Maria (!!!), Chris... São muitas histórias já vividas, matando mil leões todos os dias. Mas todo esse sacrifício é muito válido. Porque para muitas coisas existe Mastercard, mas morar no Rio de Janeiro... Não tem preço!
"...Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz."
Parabéns, cidade maravilhosa! E muito obrigada!
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Rio de Janeiro Aniversário Cidade Maravilhosa
domingo, 29 de janeiro de 2012
Mimi
Hoje estou, particularmente, sensível (leia-se: estou de TPM). Desta sensibilidade, sempre nascem questionamentos e afirmações a cerca da minha vida, da dos outros e do mundo. Hoje fiquei pensando no meu blog, nas coisas que escrevo nele, como desabafo, escancaro, na loucura de ser um diàrio intimo, conectado com o mundo. Jà falei de tanta gente, amores, que muitas vezes me divirto relendo textos que hoje jà não fazem sentido algum. Pois bem, quero hoje falar de alguèm que jamais deixarà de fazer sentido. Peço licença a quem lê, mas esse post é todinho dela, que hà pelo menos 12 anos me faz ter a certeza do seu amor. Seria desnecessàrio e cansativo citar aqui as inùmeras participações dela nos momentos especiais (e vários outros momentos nada especiais tambèm) da minha vida louca. Mas eu preciso agradecer. Porque nesse Rio de Janeiro de meu Deus, terra que filho chora e mãe não vê, eu já enxerguei tanta coisa. E, nessa distância toda, enxergar a luz da nossa amizade é, sempre foi, e tem sido crucial para o sustento do que eu sou, do que eu acredito e espero do mundo. Á você, minha Xen, tudo o que o meu coração conseguir ofertar de doce, de bom, de amor. Obrigada por cada abraço, por cada sorriso, por cada lágrima. Obrigada por segurar na minha mão e caminhar junto comigo por todos esses anos, apesar de todas as nossas inúúúmeras diferenças. Obrigada por ter estado comigo num dos piores momentos da minha vida, quando eu me vi naquela praça, desnorteada, questionando o sentido da vida, questionando o bem, o mal, maldizendo o amor em todas as suas formas, desacreditando do ser humano. Me lembro, e sei que você provavelmente nem lembra, de você me dizendo: "Ei, e eu? Eu não estou aqui? A gente não se ama? A gente é de verdade, e isso existe!". E isso me salvou tantas e tantas outras vezes, que você nem imagina! Obrigada por estar aqui comigo. Te amo de um eterno sem fim.
Porque a gente é de verdade, e você é um dos motivos que me fazem crer que o amor existe.
PS.: Me perdoem pelos possiveis erros de acentuação, ou falta de. Estou usando um note que não fala a minha língua...rs.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Tim, tim!
É aliviante e, ao mesmo tempo, difícil me despedir de 2011. Resumir o que foi para mim este ano em poucas palavras é uma tarefa quase impossível. Mudanças radicais, amadurecimento, aprendizados, felicidades, tristezas, decepções, descobertas, permearam 365 dias de vida. Intenso e meteórico, eu diria. Marcado por tantas surpresas boas e tantas outras ruins. Não diria que foi o melhor ano da minha vida, porque não foi lá o mais feliz, porém sem dúvida foi de uma grandeza interior assustadora. Tantas pessoas especiais me encantaram, tantas pessoas que eram tão especiais, me desencantaram. Acho que isso foi o que mais marcou meu 2011: A dinâmica das pessoas. Eu que comecei o ano em minha cidade, Salvador, agora me encontro, de repente, vivendo no Rio de Janeiro. Junto com esta mudança, vinheram atreladas muitas outras. A distância foi cruel comigo. Tive que aceitar a fragilidade de relações que, ao meu ver, eram tão sólidas. Lidar com o descaso foi extremamente difícil pra mim, virginiana apegada que sou. Me debati, esperniei, sangrei até a última gota para entender que, ao fim, por mais que tenhamos amigos e amores fiéis, somos nós com nós mesmos. E não digo isso com amargura. Tenho amigos (que agora sei bem poucos) leais que deliciosamente coloriram os meus 12 meses. E outros recentemente conquistados que fazem aquele carinho gostoso no coração de uma baiana em aventuranças pelo Rio de Janeiro. Acho que a minha maior lição neste ano foi a de que posso sim contar comigo. Sou muito boa em me acompanhar, me escutar, me compreender, me perdoar. Desejo que 2012 seja para todos nós tudo aquilo que desejarmos. Próspero, de paz, saúde, conquistas e boas vibrações. Que ele venha com a força da serenidade e bálsamo apaziguador do tufão que foi 2011. Venha em paz e tranquilo, 2012! Brindemos a alegria de mais uma passagem de ano, que vem embebida em esperança de que melhoremos ainda mais, de que as pessoas melhorem e de que tenhamos um mundo melhor para todos! Axé!!!
E que seja doce!
Beijo no ombro (por Lizete Aragão, a véia mais esperta do pedaço. Por ela, meu coração transborda de tanto amor.) !!!
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