quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Da Bruma Leve.

Eu, pela primeira vez, tive o privilégio de passar a noite com ele. Estávamos numa mesma festa e ele me olhou, com aqueles olhos de comer fotografia. Eu? Disse "cheese!" Ele me pegou pela mão e me falou: "quero você no meu camarim!" Eu, que não sou de contar conversa, nem pestanejei e, de bônus, ganhei um beijo daqueles. Um beijo daqueles, e dele!!! Eu sentia como se o meu corpo estivesse sem nenhum osso, me derretia nos braços dele. E ele me falou: quero você comigo! E eu pensava: "Meu Deus, muito obrigada Senhor... Vou ligar pro herodes!" Fui ao banheiro e liguei pro amiguinho:

- Amigo, você não vai acreditar!!!!!! Você não vai acreditar! Dessa vez me superei, posso morrer aqui agora que tô feliz!!!!

- Você pegou quem, monstra?! Me mate logo de raiva!

-Tô namorando com ele, fiu! Com Chico, ele me pediu em namoro!

- Quem é Chico, fia?

- Ele mesmo, o Buarque de Holanda!

Desliguei o telefone, porque ele batia à porta. Saí e ele me levou para o mitiê. Me apresentava a todos, como namorada, fotos, fotos, fotos! Entrevistas... Ele quis ir embora, uma pena, eu estava adorando o glamour. Fomos juntos a minha casa, apresentei-o a minha família, todos orgulhosos e sem jeito, sem saber como se portar diante daquele homem; e ele todo gentil. Dormimos juntos, e prefiro não dividir essa parte com vocês. Mas posso garantir que aqueles olhinhos verdes ficam afogueados quando querem. E aí de repente, tudo acabou com a chegada das 6:00 horas da matina e o despertador no meu ouvido. Acordei com a sensação do toque dele, com o gosto do beijo dele na minha boca. Passei o resto do dia sorrindo.

Lembrando aquele par de olhos verdes, os quais eu nunca esqueço.

.:Pago viu???

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pombo correio, voa depressa.

Estava tudo dando errado. Sabe aquele dia que não era pra você sair de sua casa? O trabalho está um saco, você está feia, quase bate o carro. Rola uma puta dor de cabeça. Está tudo errado e o que você quer é ir pra sua casa. Pois, estava eu fazendo isso na noite de terça-feira (28/09), quando recebo uma ligação de minha irmã, a qual atendi no meu super mau-humor do dia:

- O que é?
- Tá aonde?
- Tô indo pra casa. É o quê?
- Ah, então deixe, ia te chamar pra ir pro show de Moraes, que ganhei convites...
- Oxe, SÓ SE FOR AGORA!

Num instante a vida mudou! "Pô...hoje é meu dia de sorte!". Fomos pro show de Moraes Moreira, no projeto Música Falada, onde os artistas são convidados a contar e cantar a sua estória. Nada mais interessante do que a estória de Moraes, pra mim. Sou fã dos Novos Baianos. Fã de Moraes, da sua regionalidade, da sua voz e jeitão ímpar. E sempre fui frustrada por não ter vivido aquela época. Sempre achei que nasci na década errada. Está alí, ouvindo aquilo tudo, era como se tudo tivesse acontecendo novamente, e eu estava alí, presenciando. Me deu saudade do tudo que eu não vivi. Das loucuras doa anos setenta, da ditadura. Queria tanto estar lá...certeza que ia me mudar pro sítio do "Novos Baianos F.C". E ele ia contando as estórias e eu ia me identificando, me arrepiando, me emocionando. Moraes contava em Cordel, o seu encontro com João Gilberto. E as cenas iam se construindo na minha cabeça. Eu estava lá, eu estava lá!!! E todo mundo sentado... poxa, show de Moraes Moreira, ele fazendo um puta som, eu me coçando pra levantar...

- Renata, eu vou levantar.
- Não, Lorena, ninguém vai levantar!
- Que nada, tá todo mundo esperando uma deixa!
- Não, Lorena...
- Ih...

Me contive... E o povo lá...teso! Até que Moraes tocou "Cidadão" (aquela assim: "Navio Negreiro já era, agora quem manda é a galera, nessa cidade nação...Cidadão!"). Aí foi a gota! Nos levantamos e fomos para a lateral das cadeiras e tome a dançar! Entrega total! Dedinho pra cima, pra baixo, uhuuu! Desabafamos!!! Aí foi só alegria! Todo mundo se levantou, o teatro virou a Praça da Sé quando Moraes "chamou gente"! Ele se emocionou, emocionou a todos que estavam alí. É bom ter Moraes de volta ao carnaval de Salvador, é bom ter Moraes na música brasileira, e é, principalmente, um orgulho saber que aquele talento todo, é baiano! Salve os grandes nomes da música brasileira, salve nossos eternos gigantes!



.: PS: Foto tirada no museu do ritmo, onde eu paguei meeeesmo de tiete ("Moraes, eu sou sua fã!"... "É? Legaaal...")

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O valor das coisas.

Me lembro como hoje, a nossa primeira viagem juntas. Muita ansiedade, pelo lugar, e por também ainda não saber muito como lidar com ela. Depois de muita atrapalhação, conseguimos arrumá-la. Mas dessa primeira experiência, ela não foi muito badalada não. Por motivos extras, que prefiro não comentar, ficou lá, erguida, mas vazia. A verdade é essa.

O que não durou muito tempo... Já que diversas outras aventuras protagonizamos juntas. Subimos o morro juntas, ela pesando demais em minhas costas, mas eu tive que carregá-la, pois não poderia ir sem ela. Fomos dormir lá no alto das montanhas, na beira de uma cachoeira. Ah... Ainda bem que ela me é fiel, e não conta nada. Porque se ela resolvesse dar com a língua nos dentes, eu estaria acabada. Passamos muito frio juntas. Teve uma certa vez em que até água nos invadiu. Foi uma mistura de risos e desespero naquela noite.

Após algumas aventuras pelo serrado, resolvemos esquentar o clima. Aportamos em areias alagoanas por duas vezes. Ah... as areias alagoanas... tenho certeza que jamais esqueceremos aquela boa temporada. Chegamos bem tímidas na primeira vez... Mas na segunda, já estávamos "local". Fomos eu, ela, e uma outra grande companheira.

Nada mais belo do que a Praia do Francês. Nada mais louco, nada mais intenso... E agora, nada mais. Nem louco, nem francês, nem ela. É que ela não era minha, de verdade. Poderia ser, por Uso Capião, dois anos juntas, mas a verdade é que não era. Foi adquirida por uma amiga, dessas amigas empolgadas, que se você botar uma pilha, ela compra até prancha de surf, sem nem saber nadar, sabe? Foi adquirida por ela, mas ela nunca usou. Nunca nem me pediu pra usar. Nem vai usar nunca, sabe. Mas ela a levou de mim... Com certeza pra ficar na garagem, enfeitando o seu orgulho em dizer: "eu tenho uma barraca". Ou então pra emprestar aos amigos descolados. Até quis comprar ela, mas não teve muita conversa. Juro que fiquei muito sentida. Eu nem sabia que era tão apegada a ela, mas quando me vi sem, fiquei triste de verdade! Sei que você deve estar pensando que é tudo muito dramático, e é realmente. Mas é de verdade. Estou me sentindo meio sem teto. E imaginar que ela vai ficar lá pegando mofo, me dói mais ainda. Eu sei que não era minha, eu sei... mas qual o sentido de pegar de volta de uma amiga sua, um sapato 35, se você agora calça 37? Só porque é seu?! Deixa com ela, que ela faz bom uso! Ou então vende, que ela compra!!! Sei que ela poderia comprar uma nova, na loja, mas ela quer essa! Essa, que tem areia dentro, que ela não conseguiu limpar. Essa que está com um furinho básico na entrada, daquele cigarro que pegou sem querer. Ela queria essa, que guarda todas as lembranças de tantas histórias. Outra, na loja Centauro, não interessa.

Sim, com muito drama mesmo.

Lorena.

domingo, 30 de maio de 2010

Me deixe!!!! Aah!

Ah não, eu tive que vir escrever!!! Tive que vir, sabe porquê? Porquê eu fico muito puta! Fico puta com gente que além de ser covarde, ainda tenta me convencer a ser! Ah, vááá! Se tem uma coisa que não entra na minha cabeça de jeito nenhum são essas pessoas, que deixam de viver porque tem "medo de"! Medo de se apegar, medo de sofrer, medo de dar errado, medo, medo, medo! E medo de morrer??? Não tem não? Não deve ter, porque se tivesse, estava era aproveitando a vida com gosto, os nossos cinco sentidos. Quando relacionado ao amor então, esse medo triplica! Como temos medo do amor! As vezes eu ouço casos, ou vejo por aí, ou até mesmo acontece comigo, de você enxergar a oportunidade que as pessoas perdem de sentir um amor forte... Desses que te deixa completamente atordoado, que você precisa parar de conversar porque de cada dez palavras ditas, onze remetem a mesma pessoa! Que delícia! Tudo bem, vá, isso é paixonite. Botem o nome que quiserem, o que eu falo são dos sentimentos! Das emoções que nos impedimos de viver por nada. Eu sei que muitas vezes o "parar" é sábio, mas o continuar é muito digno também!!! Que gostoso amar de não caber no peito, ou até mesmo chorar ouvindo Bethânia cantando "Negue". Sentir aquela saudade gostosa dele, uma coceirinha boa no coração que faz você abraçar o travesseiro e deitar na cama suspiraaaando, com um sorrisinho besta no rosto! Ai gente, é uma delícia! E se tiver que sofrer, sofra também! Sofra com fervor! Com certeza passará mais rápido do que quem prefere sofrer com doses homeopáticas de Lexotan. Por isso que eu adoro os meus castelinhos! Vivo construindo castelinho! Se eu fico com um menino hoje e gosto, certeza que já imaginei minha sogra, meu sobrenome, e com quem deve parecer os nossos filhos. Sou assim mesmo. Pode até soar como imaturidade do amor romântico, e deve bem ser. Mas quer saber? Eu nem te ligo! Assim como eu amo arduamente quando estou com alguém ( e isso pode ser um namorado, um paquera, ou uma noite) , eu também sei virar a esquina. Tenho muitos castelinhos e gosto de conviver com eles. Eles enfeitam minha praia, mesmo que a onda venha e acabe com eles, não me importo! Vou lá e construo outros ainda maiores. Se você não gosta dos castelinhos, já construiu uma vez e não quis reconstruir após a onda... Tudo bem, eu lamento pelo seu desânimo, mas te peço só uma coisa... Não destrói os meus!!!

>>>Não tem aquele ditado, "quem tem boca fala o que quer" ? Pois então, quem tem coração... ama o quanto quiser!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Por não estarem distraídos

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos." (Clarice Lispector)
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Me embriagando de Clarice...


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Clarice, traga meus mortos.

Eu estava já deitada, mas não resisti em levantar. Da minha cama eu vejo o computador, e na minha tela, Clarice, a Lispector. Me olhando violentamente. Eu tento me explicar, mas ela não quer nem ouvir. Disse que cansou da mesma história, do mesmo papo. Poxa, mas eu queria que ela soubesse que dessa vez vai ser diferente. Juro que vai!!! Para Clarice, com essa descrença! Eu sei que eu prometi, mas acontece né? Já conversamos várias vezes sobre a arte da repetição... Já conversamos diversas vezes sobre tudo. E eu sempre tento falar, mas suas palavras me calam. Na verdade ecoam dentro de mim, como se no meu corpo não tivesse nada, além do som daquelas palavras. A forma como tudo o que é dito por você vai se colando a cada poro da minha pele, e aí eu sinto que somos uma só. Engraçado eu dizer que sou você, ou que você sou eu. Engraçado e pretencioso, porque perto de você, Clarice, eu nem sei se realmente sou.

Obrigada por me ouvir, mais uma vez e sempre.
E desculpa, Clarice.
"Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ele passarinho.

Lorena diz:
leu lipe?

Felipe diz:
vou ler loren
ah lorena
comecei e fiquei com ciume e aí?

Lorena diz:
rsrsrs
superesupere
ele passará
você passarinho

Felipe diz:
vou tentar crer

Lorena diz:
creia

Felipe diz:
lorena
xô dizer...
linda é vc!
só vou dizer isso.

Lorena diz:
poxa
me pegou de surpresa filipi

Felipe diz:
de verdade lorena

Lorena diz:
poxa filipi
obrigada
de verdade
fiquei emocionada

Felipe diz:
eu tb
acho que deus te fez magra pra dizer assim: essa não precisa de corpo, essa é pura alma e coração!

Lorena diz:
filipi
eu vou chorar

Felipe diz:
é serio.
vc... só existe vc.

Lorena diz:
quer casar comigo?
rsrs

Felipe diz:
rsrs

Lorena diz:
vou blogar isso

Porque ele é muito mais do que muita coisa. E como ex namorado, dá o melhor dos melhores amigos. Ele passarinho.

.:Para o babe, com amor eterno.